“Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam, todos os chakras se tocam. Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações: pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro. Pois quando a gente abraça, traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o principal: seu perfume espiritual. E o que recebemos nem sempre é o que damos, por isso alguns são afagos que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um devoramento. Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido. Abraço que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e desconhece distâncias, é todo feito de encontro. Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração. A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.”
Marla de Queiroz. 

“Cruzes! Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia. Como assim? Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente”
Quem é você, Alasca?

“diário de uma epilética:
‘todas as pessoas do mundo são cidades’, era o que eu queria te dizer, assim, do nada. e queria que você me pedisse pra explicar como eu tinha chegado a essa conclusão. eu sorriria e diria: ‘você’. que tem ruas e avenidas e muitas casas por dentro. milhares de habitantes… vertentes suas, segredos seus. muito tráfego interno de ideias, muito sentimento traficado. muito assassinato, muito roubo. só de te olhar dá pra ver que na sua cidade tem toque de recolher e que as pessoas-sonhos se encolhem quando chegam os temporais. que o seu peito-empresa-de-energia se perde em apagões quando seus olhos-túneis amam alguém. e que o prefeito decreta feriado toda vez que toca a sua música preferida.
ai meu deus! eu moraria na sua cidade.
‘por isso é tão fácil querer fugir para os outros’”
moscou, 1821 

2 days ago77 notesviasourcereblog
“A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina.”
Clarice Lispector. 

  • me: makes a mistake
  • me: thinks about mistake every night for the next 7 years

“Eu dedico isso aos loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos em buracos quadrados. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam as regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou não concordar com eles, desacreditá-los, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram. Eles empurram a humanidade para frente. Talvez eles tenham que ser loucos, porque somente os que são loucos o bastante para acreditarem que podem mudar o mundo, são os únicos que realmente mudam.”
Jack Kerouac.